Fala-se também na Geração Y, aquela formada pelos nascidos entre 1978 e 1994. O “Y”, segundo alguns, traduz a bifurcação formada pela geração repressiva , dos anos 50 e 60 e a geração libertina, dos anos 70 e 80. Caracteriza-se por jovens antagônicos, supérfulos, efêmeros, intensos, diversos, voluptuosos, que têm pressa . Uma geração que sabe o que quer, mas é apática ante os problemas sociais.
Há vários artigos em revistas do tipo Você S/A ensinando os gestores a lidarem com a geração Y, cujos integrantes , por sua ansiedade nata, nunca param por muito tempo em um emprego, pulam de galho em galho.
Já a faixa etária dos geeks ainda não consegui descobrir, já que aquele mesmo programa de televisão entrevistou gente dos 20 e poucos até 30 e poucos anos. Muitos não têm escritório físico, mas trabalham em qualquer lugar que há tecnologia Wi-Fi disponível: cafés, restaurantes e aeroportos, na medida da pressa do cliente. Aliás um deles disse: “É como se você fosse a uma boca livre…não vai comer? Então, você está num lugar com wi-fi… não vai usar?”.
Nossa, que ansiosos!Os geeks também são da geração Y? Fiquei confusa.
Eu nasci em 1978, tenho pressa, não sou uma apática social e creio que meu antagonismo seja oriundo de meu signo solar: gêmeos. Consigo viver longe da tecnologia por dias, mas adoro um computador, navegar pela internet e usar de seus recursos e não tenho ansiedade nenhuma em usufruir do wi-fi. Ah, também não conserto meu computador e não tô nem um pouco preocupada em saber como os aparelhos eletrônicos funcionam……a única coisa que nos une ( eu e os geeks): tenho vida social. E eu conheço várias pessoas assim.
Será que sou antiquada??? Juro, me senti um peixe fora d´água! Não me encaixo em nenhuma geração: não sou repressiva, nem libertina, nem Y, muito menos geek. E conheço várias pessoas assim.
Tavez sejamos de uma ouuutra geração… ?!
Falar que a geração Y é essa ansiosa, vulnerável, que não consegue parar em um emprego…..não tem nada a ver. O mercado de trabalho é que mudou, as ofertas são inúmeras e em diversos campos de atuação. Os jovens não param em seus empregos porque acham outra coisa melhor pra se fazer, mais atrativa finaceiramente, mais criativa, menos estressante. O mundo está mais interessante, digamos assim. É só isso.
Essa estória de “nova geração” , “geração do futuro”, é tudo balela. Sempre vão existir os hippies, os nerds, aqueles que gostam de consertar eletrônicos, os yuppies, os ansiosos, os vulneráveis, os apáticos sociais, todos, claro, inseridos no contexto moldado pelos passos da sociedade e sua evolução.Nenhuma geração é “do futuro”, ou “tendência mundial”.
Do jeito que estão falando , parece que estamos lidando com um bando de mutantes…. dá até medo!
