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30 Julho 2008
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Escrito por Extrato
Pagar mais pra quê?
30 Julho 2008Meu pai é desses caras que acorda bem cedo, e adora sair no sábado pela manhã para tomar café na padaria, comprar feijão de corda no mercadão, cortar o cabelo. E sempre que vou visitá-lo participo desses programas. Dia desses fomos à um sebo no centro, que fica numa galeria já meio decadente da cidade (acho que 90% dos sebos estão localizados no centro, e a maioria deles faz questão de se instalar nas ruas mais decadentes possiveis).
Procura ali, pergunta aqui: “o senhor tem tal livro?”, “O que você tem do fulano?”, e dá que o rapazinho todo solícito consulta tudo no computador no fundo da loja, e responde prontamente que não tem, mas que se quiser ele manda trazer. Pergunta vai, pergunta vem, o fato é que pouca coisa ele tinha, mas o computador prometia a ele que qualquer livro que precisasse ele mandaria buscar.
Movido pela curiosidade, não pude deixar de dar uma espiadela na tela em que o livreiro tanto servia-se. A rápida olhada me deu a impressão de ver um site em que os sebos e livrarias se cadastravam para formar uma rede de contatos, onde pode-se pesquisar o acervo de outra loja e solicitar o livro. Algo meio corporativo, para uso interno, específico ao mercado.
Eu tive que testar o serviço. Pesquisei livros que há tempos não vejo em livrarias (edições esgotadas, acredito eu) e encomendei cinco livros dos mais variados lugares do país (procurei os mais próximos da minha cidade, para pagar um valor menor de frete), e posso dizer que fiquei mais satisfeito do que o esperado. Como se diz em marketing: o serviço entregue superou as expectativas do cliente, e o encantamento foi consequencia.
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Escrito por Olaf Bringen